Não. Os termos de Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e Snapchat proíbem engajamento artificial, o que inclui comprar seguidores, curtidas, visualizações ou inscritos. As plataformas podem remover essa atividade, reduzir o alcance da conta ou restringi-la. Comprar é uma escolha que você faz sabendo que vai contra as regras delas.
O que dizem as plataformas?
Cada plataforma redige de um jeito, e os detalhes mudam, então leia o texto atual por conta própria. A linha geral é a mesma.
| Plataforma | O que as regras cobrem (em resumo) |
|---|---|
| Instagram e Facebook (Meta) | Regras contra comportamento artificial, engajamento falso e venda ou compra de curtidas e seguidores |
| TikTok | Diretrizes da Comunidade sobre engajamento falso, incluindo a troca comercial de seguidores, curtidas ou visualizações |
| YouTube | Política contra engajamento falso, como visualizações, curtidas ou inscritos que não refletem interesse genuíno do espectador |
| Snapchat | Termos que restringem a venda e a transferência de contas e o uso de meios automáticos ou enganosos |
Resumimos em vez de citar, porque a redação muda. Consulte os termos e as diretrizes de cada plataforma para ver o texto atual.
O que pode acontecer de fato?
- Remoção. A plataforma pode apagar os seguidores, curtidas ou visualizações adicionados, e a contagem cai.
- Alcance reduzido. Uma conta com muitos seguidores parados pode mostrar taxas de engajamento baixas, o que talvez afete a distribuição do conteúdo.
- Restrições. Recursos podem ser limitados, como a monetização ou a possibilidade de postar e comentar.
- Suspensão ou remoção. Em casos graves ou repetidos, a conta pode ser suspensa.
Não temos como dizer qual a chance de isso ocorrer numa conta específica, e ninguém de fora das plataformas tem. O que podemos afirmar é que o risco é real e recai sobre o dono da conta.
É crime?
Descumprir os termos de uma plataforma não é o mesmo que descumprir a lei, e as regras variam de país para país. Nos Estados Unidos, por exemplo, a regra da Federal Trade Commission sobre avaliações e depoimentos falsos (16 CFR Part 465) também trata da venda e da compra de indicadores falsos de influência nas redes sociais, como seguidores ou visualizações, quando podem ser usados para enganar pessoas com fins comerciais. Outros países têm normas de defesa do consumidor sobre publicidade enganosa que podem se aplicar de forma parecida. Se você trabalha com marcas, informe patrocínios e não apresente números adicionados como público genuíno quando isso influenciar uma decisão comercial. Se o tema importa para o seu negócio, consulte um advogado no seu país. Não damos aconselhamento jurídico.
Quem carrega o risco?
O dono da conta. Se uma plataforma remove o engajamento adicionado ou restringe a conta, quem perde o perfil, o público ou a monetização não é o vendedor. Isso vale para qualquer vendedor, inclusive nós, e é por isso que dizemos logo no início. É também o motivo de ter cuidado com contas que importam para a sua renda, como o perfil de uma marca construído ao longo de anos, e de pensar numa conta separada para teste se você só quer ver como um serviço se comporta.
Há um segundo risco, o financeiro. Os vendedores desses serviços variam muito na forma de descrever entrega, reposição e reembolso, e uma página vaga é sinal de alerta. Leia os termos antes de pagar, guarde a confirmação do pedido e os dados de contato e nunca pague por um método que não permita contestar a cobrança.
Como as plataformas detectam engajamento artificial?
As plataformas não divulgam seus métodos, e qualquer vendedor que diga saber como escapar da detecção está chutando. Em geral, os sistemas olham padrões que não parecem comportamento comum: muitas contas novas seguindo ao mesmo tempo, contas sem atividade, engajamento que chega sem visualizações correspondentes ou um salto repentino que não combina com o conteúdo. Como esses sistemas mudam, o que permanece hoje pode ser removido no mês que vem, e esse é um dos motivos de as contagens caírem depois da entrega.
Por que as pessoas compram mesmo assim?
Os motivos são compreensíveis. Uma conta nova com número pequeno parece não testada, e um número maior pode facilitar a primeira impressão. Algumas pessoas querem o número por razões pessoais. Outras estão testando uma ideia. Nada disso torna a atividade permitida. Se decidir seguir adiante, faça com os olhos abertos e com as verificações da lista de checagem antes de comprar.
O que fazer em vez disso?
- Melhore o perfil para que desconhecidos o entendam rápido; veja a otimização de perfil.
- Poste vídeo curto com regularidade; veja as dicas de Reels.
- Use os anúncios da própria plataforma, feitos para alcançar gente nova.
- Faça parcerias com contas da sua área.
- Acompanhe os resultados e repita o que funciona, como descrito no guia de crescimento.
Como uma empresa deve pensar nisso?
Se você representa uma marca, o risco vai além do perfil. Parceiros, clientes e plataformas podem ler os números de modo diferente do que você pretendia, e uma queda de seguidores pode parecer pior do que uma contagem modesta e estável. Clientes que checam o engajamento de uma conta costumam notar quando curtidas, comentários e visualizações não combinam com o total de seguidores. Para um negócio, o caminho mais sustentável é investir em conteúdo, em respostas às dúvidas dos clientes e em anúncios que a própria plataforma oferece, e tratar qualquer número comprado como um extra cosmético que você aceita perder. Um MEI que vive de indicação local, por exemplo, tem mais a ganhar com avaliações reais de clientes do que com um número alto.
E se mesmo assim você decidir comprar?
Então proteja-se. Nunca dê sua senha a um vendedor, espere que os números oscilem, mantenha o seu conteúdo forte e entenda que uma compra não impede a plataforma de agir. Nossas páginas pedem apenas um nome de usuário público ou o link de um post. Para entender por que as contagens podem cair depois da entrega, leia por que perco seguidores. Você pode ver a página de seguidores do Instagram para conhecer a oferta; nada nela muda as regras das plataformas.